Há muita influência de hip hop no Linkin Park. Como isso aconteceu?
Mike Shinoda: O Linkin Park nasceu em Los Angeles e por causa disso sempre esteve sob influência direta desse tipo de música. Foi uma conseqüência natural. Não fazemos só hip hop e rock, há influência de várias tendências musicais. No Meteora houve uma série de experimentações que comprovam a existência de tais tendências influenciando o trabalho da banda.
Mike Shinoda, você tem em mente trabalhar exclusivamente com hip hop no futuro, já que em Reanimation houve a participação de vários artistas desse estilo?
Mike Shinoda: Vamos ver o que acontece. Eu vim do hip hop. Está no meu sangue. Vou deixar acontecer, não há nada planejado.
Joe Hahn:Mike tem um projeto solo, mas ele não quer contar para ninguém (risos)
Vocês poderiam comentar as próximas eleições nos EUA, que estão dividindo o país?
Chester Bennington: O Linkin Park não é uma banda que trata de política, nós preferimos compor música sobre sentimentos.
Mike Shinoda: Por ser uma banda acompanhada por muitos jovens, não julgamos correto dizer o que eles devem fazer, tampouco em que candidato votar. Nós esperamos que eles estejam preparados para tomar suas próprias decisões.
Há alguns anos vocês ganharam o prêmio de melhor banda aqui no Brasil e vários outros prêmios em todo o mundo, como vocês lidam com premiações e qual a importância delas para vocês?
Mike Shinoda: Nós acabamos de voltar do VMA´s (Video Music Awards) e ganhamos o prêmio da audiência da MTV (Viewer´s Choice), que é um grande prêmio. Sempre que estamos numa situação dessas nós nunca esperamos ganhar nada, só entramos e esperamos ver o que vai acontecer.
Chester Bennington: No caso do Viewer´s Choice, os vencedores são escolhidos pelos fãs, então significa muito para nós. Receber um prêmio da Billboard é diferente de receber um prêmio dos fãs.
Qual foi o clipe mais trabalhoso para ser realizado?
Joe Hahn: Acredito que tenha sido "Breaking the Habit", que é todo desenhado a mão, com 24 quadros por segundo, totalizando três minutos de animação. Demorou seis meses para ficar pronto. Então, faça as contas...
Mike Shinoda: Por outro lado, para a banda foi o mais fácil, já que nosso trabalho durou apenas meio dia. Quem penou de verdade foram os diretores do clipe, Kazuto Nagazawa [ilustrador e diretor de animação, que tem em seu currículo Animatrix e Kill Bill 1] e Joe Hahn.
Vocês têm o plano de criar um selo? Têm liberdade de criação dentro da sua gravadora?
Mike Shinoda: Sim. Quando começamos a gravar, havia muita interferência de gente dizendo o que devíamos fazer. Hoje já é diferente. Eles confiam no que fazemos. Entretanto, sabemos de várias bandas talentosas e com ótimas idéias que não são aceitas pelas gravadoras, que não entendem sua arte e não acreditam no projeto.
Quando nos sentamos pela primeira vez com a gravadora, tinha uns 40 executivos ao nosso redor e nós chegamos dizendo ¿é assim que queremos o plano de marketing, é dessa maneira que vamos tratar os fãs, nós somos assim e esse é o nosso trabalho¿. Eles falaram ¿vocês são malucos¿, mas no final gostaram da nossa postura de ter coragem de impor o que queríamos.
Claro que viram que estávamos crus, mas conseguiram captar a essência das nossas idéias e trabalhar em cima disso.
Gostaria de saber se vocês gravam o que gostam de ouvir, ou se gravam apenas o que os fãs querem ouvir.
Chester Bennington: Nós fazemos músicas primeiramente para nós mesmos, mas sempre temos em mente se os fãs vão gostar ou não. E descobrimos que se a música agrada a todos da banda, ela tem maiores chances de agradar aos demais.
Qual a razão do sucesso da banda?
Chester Bennington: Não escrevemos porcarias... (risos)
Mike Shinoda: O que nos torna especiais é que somos muitos diferentes uns dos outros, temos personalidades totalmente diversas e todos ouvimos coisas bastante diferentes. Cada um traz essa experiência para a banda e a combinação desses elementos nos torna únicos.
Chester Bennington: Na realidade, nós não sabemos exatamente qual o segredo do nosso sucesso.
Joe Hahn: É por minha causa (risos)
Como vocês lidam com as críticas?
Chester Bennington: Fazer críticas é o trabalho dos críticos, mas sabemos que alguns deles sequer ouvem nosso trabalho e já dizem que a banda é ruim. Nós nos importamos com os fãs e não com os críticos.
Os fãs do Linkin Park gostam de gritar. Chester Bennington, afinal, isso tem uma ação terapêutica ou não?
Chester Bennington: Para mim, música funciona melhor do que terapia. A gente passa por coisas boas e ruins na vida e a minha maneira de expressar isso é cantando e uma das melhores formas de colocar isso pra fora é gritando. Todas as pessoas deveriam fazer isso algumas vezes por dia. Não por raiva, mas por diversão.
O que vocês aprendem com as diversas culturas que têm contato quando estão em turnê?
Chester Bennington: Viajando pelo mundo, eu vi que não importa onde você está, as pessoas são emocionalmente bastante parecidas. Mesmo que sejam de culturas completamente diferentes.
Mike Shinoda: Muitas delas não falam inglês, mas chegam a chorar porque sabem do que a música está falando, existe uma conexão entre as pessoas, principalmente emocional, independente de seus estilos de vida. No fundo são as mesmas pessoas, com as mesmas aspirações. Elas só querem ouvir boa música e ser felizes.
Vocês sabiam que havia tantos fãs do Linkin Park no Brasil?
Chester Bennington: Sempre que visitamos um lugar novo é uma grande surpresa ver a quantidade de pessoas que vão nos assistir e que são nossos fãs. Vindo aqui pela primeira vez, acredito que iremos tocar para 40 ou 50 mil pessoas e acho isso inacreditável, pois seria o maior público para o qual tocamos em toda a turnê.
Vocês conhecem artistas brasileiros? O que acham da banda que vai tocar com vocês, o Charlie Brown Jr?
Joe Hahn: Eu adoro o Charlie Brown! (risos , começam a cantarolar a música do desenho do Snoopy)
Chester Bennington: É estranho. Nos EUA, por alguma razão que eu desconheço, as pessoas entram livremente, mas a música não. Os americanos precisam abrir seus horizontes, eles não têm muito interesse pela música de outros países, limitam-se a músicas e bandas americanas e ao que toca no rádio.
O que vocês acham de parte da renda ser revertida para o programa Fome Zero?
Chester Bennington: É maravilhoso. Tornou-se duplamente animador saber que tocaríamos por uma causa nobre como essa.
Esse é o último show da turnê mundial. Vocês não estão cansados?
Mike Shinoda:Nós jamais subiríamos a um palco sem dar 100% da nossa energia para o público.
O que vocês acham de finalizar a turnê em pleno 11 de setembro?
Chester Bennington: A data é uma coincidência. O dia 11 de setembro é o décimo primeiro dia de setembro, acontece uma vez por ano. O que faz dele especial dessa vez é que iremos tocar aqui em São Paulo pela primeira vez para milhares de pessoas.
Mike Shinoda: É claro que esse é um dia especial nos EUA, em que as pessoas estão lembrando de seus familiares mortos e que vamos sentir falta de estar lá, mas vale a pena por estarmos tocando aqui pela primeira vez.
Durante a turnê vocês tiveram oportunidade de criar novas músicas para o próximo álbum?
Mike Shinoda: Temos um ônibus de turnê todo preparado, com três estúdios para colocarmos algumas idéias em prática. Mas nada é finalizado ali. Justamente por isso é que temos que voltar para casa.
Chester Bennington: A resposta é não (risos)
Mike Shinoda: Além disso, cada canção é como se fosse um personagem de um livro. Você dá a cara ao personagem e deixa que ele crie vida própria. Dificilmente esse processo pode ser finalizado durante a turnê.
Vocês prepararam algo especial para o show?
Chester Bennington: Nós vamos nos explodir (risos). Brincadeira, nós vamos detonar!
Depois da apresentação, vocês vão tirar alguns dias para conhecer algo no Brasil? Têm curiosidade de conhecer a cultura brasileira?
Mike Shinoda: Nós [o Joe e eu] já estamos aqui há alguns dias...
Chester Bennington: Mike é muito bom em capoeira (risos). Nós adoraríamos conhecer mais coisas, visitar lugares, mas estamos fora de casa há dois anos, então estamos doidos para voltar, ver nossas famílias, dormir em nossas próprias camas... Mas sem dúvida será ótimo term um bom motivo para voltar para o Brasil.
aki estão alguns dados dos integrantes dessa banda ...]
Inicialmente a banda se chamaria LICOLIN PARK pois é o lugar em que se encontravam antes da fama...mas ja existia uma banda com esse nome e então a banda se tornou LINKIN PARK..
• Chester
• Vocal

• Quando criança cantava pela casa
imaginando ser o sexto membro do Depeche
Mode - Diz que a maior influência na sua
carreira é o Stone Temple Pistols - Seu
primeiro instrumento foi um piano -
Chester tem todos os cds da Madonna
existentes no planeta - Ajudou uma
chamada CAPP que ajudam meninos
abusados sexualmente
• Mike
• Vocal, Teclado, Guitarra

• Se formou na faculdade Pasadena
Art College of Design - Ele
tem mestrado em ilustrações,
mas estudou design de gráficos -
Conseguiu um emprego como designer
de gráficos logo que saiu da faculdade
- Desenhou o soldado da capa do "Hybrid Theory"
- Ele e o Brad se conheceram na sétima série
- Teve aulas de piano por 10 anos, aí se
cansou e se virou para o jazz e depois hip hop
• Rob
• Baterista

• Rob é judeu - Já foi garçom
- Começou a tocar bateria na
terceira ou quarta série depois
de ir a um show do Aerosmith
- Quando entrou no colegial,
era ligado em funk - Começou a
tocar em bandas desde os 13 anos
com seus amigos - Seu momento mais
emocionante foi receber as plaquetas
de ouro pelo cd Hybrid Theory
• Brad
• Guitarrista

• Ele e Phoenix foram colegas
de quarto na universidade
- É fã da Britney Spears e os
outros caras da banda ficam meio
embaraçados com isso
- Seu primeiro instrumento foi
um trompete - Seu modelo musical
é o Chester
- Sua maior obsessão é dormir
• Phoenix
• Baixista

• - Tinha uma banda quando estava no
colegial chamada "Tasty Snax"
depois mudaram o nome para 'The Snax"
- Foi sua mãe quem o ensinou a tocar
baixo (ela é sua maior inspiração)
- Ele tambem é responsével por algumas
das letras do cd "Hybrid Theory"
- Sua comida favorita é a mexicana
- Já tocou vários instrumentos,
inclusive violino
• Joe
• Turntable e Samplers

• Joe tem uma personalidade divertida
chamada "Remy" - Joe ou "Remy" é quem faz
os vocais de "Cure For The Inch"
- Joe e Mike se formaram em ilustração.
Ambos estavam interessados em pintar,
Joe ficou na faculdade por um ano e
depois trocou pela faculdade de cinema
Inicialmente a banda se chamaria LICOLIN PARK pois é o lugar em que se encontravam antes da fama...mas ja existia uma banda com esse nome e então a banda se tornou LINKIN PARK..
• Chester
• Vocal
• Quando criança cantava pela casa
imaginando ser o sexto membro do Depeche
Mode - Diz que a maior influência na sua
carreira é o Stone Temple Pistols - Seu
primeiro instrumento foi um piano -
Chester tem todos os cds da Madonna
existentes no planeta - Ajudou uma
chamada CAPP que ajudam meninos
abusados sexualmente
• Mike
• Vocal, Teclado, Guitarra
• Se formou na faculdade Pasadena
Art College of Design - Ele
tem mestrado em ilustrações,
mas estudou design de gráficos -
Conseguiu um emprego como designer
de gráficos logo que saiu da faculdade
- Desenhou o soldado da capa do "Hybrid Theory"
- Ele e o Brad se conheceram na sétima série
- Teve aulas de piano por 10 anos, aí se
cansou e se virou para o jazz e depois hip hop
• Rob
• Baterista
• Rob é judeu - Já foi garçom
- Começou a tocar bateria na
terceira ou quarta série depois
de ir a um show do Aerosmith
- Quando entrou no colegial,
era ligado em funk - Começou a
tocar em bandas desde os 13 anos
com seus amigos - Seu momento mais
emocionante foi receber as plaquetas
de ouro pelo cd Hybrid Theory
• Brad
• Guitarrista
• Ele e Phoenix foram colegas
de quarto na universidade
- É fã da Britney Spears e os
outros caras da banda ficam meio
embaraçados com isso
- Seu primeiro instrumento foi
um trompete - Seu modelo musical
é o Chester
- Sua maior obsessão é dormir
• Phoenix
• Baixista
• - Tinha uma banda quando estava no
colegial chamada "Tasty Snax"
depois mudaram o nome para 'The Snax"
- Foi sua mãe quem o ensinou a tocar
baixo (ela é sua maior inspiração)
- Ele tambem é responsével por algumas
das letras do cd "Hybrid Theory"
- Sua comida favorita é a mexicana
- Já tocou vários instrumentos,
inclusive violino
• Joe
• Turntable e Samplers
• Joe tem uma personalidade divertida
chamada "Remy" - Joe ou "Remy" é quem faz
os vocais de "Cure For The Inch"
- Joe e Mike se formaram em ilustração.
Ambos estavam interessados em pintar,
Joe ficou na faculdade por um ano e
depois trocou pela faculdade de cinema
Paul Gray (Rip)(luto eternoooo)
Entrevista de Paul Gray na Pickup Magazine 15.01.09
Na última edição da revista Pickup Magazine, Paul Gray cedeu uma entrevista onde falou detalhes sobre como se sente e comentou sobre os últimos anos do Slipknot. A tradução da matéria completa você lê abaixo:
Família de homens, respeito pelo outro, anti-imagem, humildade; O Slipknot nunca te mostrou o que você espera de uma banda sangrenta de heavy metal.
Nós conversamos com o membro fundador Paul Gray.
O último lugar que você espera estar ao conhecer um membro da máquina de ódio chamada Slipknot, é num modesto quarto do hotel Knightsbridge. Quando confrontado por um homem vestindo uma bermuda em pleno inverno e esfregando os olhos depois de uma recente soneca, você começa a imaginar se isso será uma confusão.
Claro que não. Paul Gray é um rapaz tranquilo, oferecendo suco de morango roubado do frigobar do quarto, considerando que estamos tomando uma hora e meia do seu precioso tempo sem sua esposa. A banda está a cinco horas de embarcar para três noites consecutivas de shows lotados no Hammersmith Apollo em Londres, Inglaterra.
O Slipknot inaugurou suas horríveis máscaras ao público geral por volta de 1999 com o lançamento do primeiro álbum. Foram quatro anos, várias mudanças na formação da banda e uma dose generosa de determinação pra chegar onde eles estão agora. A imagem assustadora e as letras brutais garantiam provocar as pessoas, e os fãs acolheram isso, colocando o Slipknot entre um dos principais deuses do metal do novo milênio.
A intensidade do Slipknot continua embrulhando seus estômagos como uma sopa de pimenta mal digerida. Seus fãs leais estão firmes, recebendo a banda de volta após quatro anos - enquanto os integrantes desenvolviam projetos extracurriculares. Mas agora o Slipknot está de volta com um novo álbum, All Hope Is Gone, e Paul Gray, baixista e um dos principais compositores da banda, está muito empolgado com isso tudo.
"Eu me sinto ótimo, cara! O sucesso que estamos tendo têm sido maravilhoso, é delirante. Você sempre tem essas esperanças e sonhos, mas você não coloca isso como objetivo. Nosso objetivo era simplesmente chegar até o próximo show, escrever novas músicas. Fizemos isso aos poucos e a coisa virou uma bola de neve."
Genuíno e aberto, Paul parece simpático, claramente mais vulnerável do que alguém que certa vez escreveu uma música chamada 'People = Shit'. Sua empatia com os fãs é comparada a suas próprias paixões por bandas de metal que ele amou quando mais jovem, afirmando que o New-metal era uma base para os iniciantes serem introduzidos à música pesada. "É uma coisa muito legal, porque os fãs que estiveram conosco desde o começo, e continuam conosco, isso é dedicação. Eu posso dizer que fiz a mesma coisa: Cresci com o Metallica. Parei de acompanhá-los por alguns álbuns também." A controvérsia no Slipknot não foi sempre gerada por pura diversão. Você consegue notar que algumas coisas do passado da banda ainda o afetam profundamente hoje. Questionado sobre se ele está alerta a como ele influenciou uma geração de fãs, ele responde com inesperada sinceridade.
"Eu não quero influenciar ninguém."
"Eu não sei sobre uma geração inteira... pra influenciar alguém... é um assunto estranho. Em vez de dizer influência, eu prefiro dizer que nós inspiramos pessoas a tocar música ou a começar uma banda e a fazer seu próprio som. Assim como qualquer outra banda antes de se tornar grande, nós estávamos fazendo coisas normais como qualquer outra pessoa. Eu trabalhei em obras e fui garçom." ele revela.
"Se nossa música inspira pessoas a levantarem todos os dias e irem fazer seus trabalhos, então isso é muito bom. Influência é uma coisa diferente. Houveram coisas ruins que aconteceram por causa da banda também. Espero que o Slipknot inspire as pessoas, eu não quero influenciar ninguém. Influência é como um culto ou algo assim. Aconteceram algumas coisas realmente terríveis, supostamente em nome da banda, influenciado por letras e tal, e eu gostaria que aquelas coisas jamais tivessem acontecido. Espero que se nós de alguma forma influenciamos, seja de um modo positivo."
No final das contas, os membros do Slipknot são apenas humanos. Para aqueles que continuam nos tablóides da mídia, o Slipknot é apenas composto por nove caras fazendo música que eles gostam de tocar. Só isso. "Estou tão orgulhoso de onde nós estamos, e isso significa muito trabalho e sacrifício também. Eu perdi várias coisas diferentes que aconteceram com minha família e meus amigos, coisas que eu sei que eles se importam. Eu não pude ir a um velório quando estava em Portugal por um dia, me desculpem, eu não pude. Eu queria. O outro lado é que nós estamos muito bem como banda. Se algum de nós precisa de algo desse tipo, nós vamos nos esforçar e deixá-lo ir fazer o que quiser. Acho que foi isso que manteve essa banda por tanto tempo, a longevidade é a compreensão. Nove homens diferentes; é um relacionamento bem complexo, então você tem que conhecer seu limite e ter respeito pelo outro. E ainda saber quando as pessoas precisam de seu espaço ou de seu tempo. Continuamos juntos, então acho que nós descobrimos isso muito bem."
Quanto mais você percebe que o Slipknot são apenas pessoas comuns, mais você se foca no que eles alcançaram, o quanto eles conseguiram e como eles são tão mais elaborados do que as outras bandas de rock. As músicas do Slipknot podem certamente ser um processo que dá às pessoas uma oportunidade de esvair a preocupação e a negatividade, assim como o acúmulo de muita energia física e mental, deixando o resto de suas vidas mais 'normais'. Imagino que você não pode dizer o mesmo do Kings of Leon.
"Minha mente está sempre no Slipknot. Até nos períodos de descanso eu continuo tendo que trabalhar. Tenho que fazer coisas aqui e ali, mas quando eu estou em casa eu consigo me desligar e balancear minha vida. Shawn [Crahan, percussionista] se desliga completamente. Você não pode nem telefonar pro cara! Ele tem quatro filhos, ele é ocupado!"
Se tudo isso parece singelo demais, você quer um pouco mais de atitude que se encaixaria com qualquer banda de rock? Paul se exalta quando a Playmusic Pickup toca no assunto 'compromisso'.
"Escrevemos música pra nós mesmos, e esperamos que os fãs gostem. Se eles não gostarem... que pena!"
"Compromissado a ter algum foco? Não, nós nunca nos comprometemos. As pessoas às vezes falarão 'isso é se vender' ou qualquer coisa, mas nós não escrevemos música para que outras pessoas julguem. Escrevemos pra nós mesmos, e esperamos que os fãs gostem. Se eles não gostarem... que pena! Não nos conformamos com nada. Nós fazemos isso até que esteja certo pra nós."
All Hope Is Gone tem uma das mais pesadas e melódicas músicas deles. 'Snuff' traz guitarras acústicas para uma canção de amor.
"Eu amo o All Hope Is Gone. Musicalmente é o meu álbum favorito dentre os que fizemos. Definitivamente tem uma grande faixa de variação e é tudo Slipknot. Parece que no Iowa, estávamos nos limitando numa categoria de 'é isso que a banda será'. E uma vez que você fez isso, você tenta fazer algo diferente depois e alguém fica nervoso, e se você der ouvidos, você se preocupa. Mas nós não damos ouvidos à isso. Com o Vol.3 nós experimentamos um pouco mais, e foi isso que fizemos dessa vez também. Foi muito legal e nós ainda temos mais dois álbuns de materiais que não foram liberados, e é tudo diferente. Existem músicas que você nunca, nunca, nunca, nunca na sua vida pensaria que é do Slipknot."
"São nove pessoas diferentes e todos nós tempos idéias diferentes e gostos musicais diferentes. Bem interessante e divertido, não é? Esperamos que aquelas músicas saiam, mas algumas delas não são músicas que você pode pular e dançar... e outras são. Criar música não deveria ter nenhuma regra ou limite. Todos na banda sabem teorias sobre música, mas eu joguei essa merda pela janela, porque uma vez que você faz isso, é tipo 'bem, você não pode usar essa nota aí porque você está seguindo este ritmo'. E eu digo, 'Foda-se isso, na boa.'"
"Nós ainda temos mais dois álbuns de materiais que não foram liberados."
Além dos nove membros, outro aspecto marcante do Slipknot é sua imagem. O fato de que milhões de fãs acessaram o site oficial antes do lançamento do All Hope Is Gone apenas pra ver as novas máscaras, mostra o efeito que esse elemento tem nos fãs da banda.
"É tão estranho ter chegado nesse nível. Quando nós começamos isso era uma anti-imagem. Não era sobre o que todos estão vestindo. Alguns dos shows que fizemos antes, fizemos coisas bizarras. Tocamos vestidos tipo camponesas fazendo show. Mick [Thomson, guitarrista], de 2m de altura, usando um chapéu de dona de casa (bonnet), a equipe e uma boneca inflável surrando sua bunda. Agora é definitivamente o tipo de coisa essencial. Todos têm suas idéias e nós tentamos o máximo possível fazer isso parecer uma equipe."
Vocês conhecem a MTV e sabem o que ela faz com a carreira das bandas. Vocês seriam capazes de mudar um vídeo censurado ou fazer algo fora da personalidade de vocês só para estarem na MTV?
Shawn: Nós gravamos o clip de Spit it Out e a MTV (americana) não o aceitou ... então não faremos mais nada para a MTV. Para compensar, colocamos o clip no nosso homevideo e o vendemos por um preço bastante baixo ... é um presente para nossos fãs. Nós não ligamos para o que a MTV pensa.
Joey: Nós reconhecemos que o nosso atual sucesso só aconteceu por causa dos fãs ... e somente por causa deles. Não por causa da MTV ou por causa de revistas pois você nunca nos verá muito em nenhum dos dois. No entanto, estou satisfeito com nosso atual sucesso ... e por causa dele, a MTV possa até vir a se interessar no nosso próximo vídeo.
Eu reparei uma coisa no CD. A abertura de (sic)... me lembra um pouco Marilyn Manson. Qual a opinião de vocês sobre ele?
Joey: Os dois primeiros álbuns são muito bons...
Você gosta das coisas antigas dele?
Joey: Gosto...
O que vocês acham dessa nova imagem que ele está tentando passar?
Shawn: Eu acho que ele está aí para fazer o que ele quer e o Slipknot não tem nada a ver com ele. Nós nunca o conhecemos. Se você é um músico e trabalha duro nisso, com certeza vamos te respeitar.
Joey: Eu só acho que ele está passando dos limites.
O que vocês acham do Korn e do seu sucesso?
Joey: O primeiro álbum foi muito bom, o segundo também tinha muita coisa boa, mas o terceiro ... não gostei muito dele. Quanto ao último, eu ainda não ouvi direito.
Vocês alguma vez já transaram usando suas máscaras?
Joey: (risos) Eu acho que o Shawn já transou mas eu ainda não.
Vocês alguma vez já dormiram com uma garota tão feia que tiveram que colocar a máscara nela?
Joey: Com certeza não.
Shawn: É por isso que existem as luzes.
O som que rola no final do CD é alguma espécie de pornografia?
Shawn: Não podemos dizer.
Joey: Você vai ter que guardar segredo.
Para mim parece uma espécie de pornografia sórdida...
Shawn: Éramos contra a idéia da música escondida. Muitas bandas que estavam se dando bem fizeram isso no começo. Então resolvemos colocar algo bastante particular para ser a música escondida .. é algo real e nojento.
Joey: É uma daquelas coisas para se lembrar até com 80 anos...
Se você fosse um taxista na cidade de Nova Iorque, você pegaria um cara negro?
Joey: Sim, com certeza. Por que não?
O que vocês acham das MP3s?
Shawn: Eu vou ser honesto com você cara ... eu acho a Internet a maior invenção que o homem já viu. Se um fã não pode ir ao show do Slipknot, o show pode ir até ele, não importando o lugar do mundo que ele viva. A MP3 é legal, mas pode ser muito perigosa quando alguém consegue um álbum antes que ele seja lançado. As pessoas copiam e distribuem esse álbum antes que ele possa estar nas lojas. O que é preciso entender, e se você é um músico você me entenderá, é que "você aprende a passar fome sendo criativo". A MP3 pode ser muito perigosa para as bandas. Eu sou um grande partidário da Internet. Nosso site slipknot1 bateu os 230.000 visitantes mês passado. É uma boa maneira de alcançar nossos fãs por aí a fora.
Joey: Eu acho bem mais divertido sair e comprar um CD numa loja do que puxar ele pela Internet.
Qual é o CD mais novo que está rolando no som de vocês?
Joey: O novo do "Amen" é muito bom e o novo do "Accused".
Shawn: Para mim é o novo do "Nine Inch Nails"... quer você goste ou não, é um álbum maravilhoso!
E sobre o Limp Bizkit? O que rola entre vocês?
Shawn: Vamos ao que interessa agora. Uma das coisas mais importantes na vida é o respeito. Eu não falo merda de ninguém, a não ser que eu tenha motivo para falar. Alguns caras dessa banda, falaram que não chegaríamos a lugar nenhum pois estamos com a RoadRunner. E também disseram que nossos fãs são uma bando de gordos e feios. Quando encontrarmos o Limp Bizkit, nós vamos mostrar o que eles merecem. Vamos partir pra porrada.
Joey: Porradas na cara!
Shawn: Nós vamos mostrar o que eles merecem. Qualquer hora eu saio na porrada com esses babacas. Se eles não tivessem falado nada, estaria tudo bem.
Joey: Tenho que esclarecer uma coisa... Wes, o guitarrista, é demais! Wes é o cara!
Shawn: Poucas pessoas tem o dom, Wes é um deles!
Joey: Ele pode fazer uma Jam com a gente qualquer hora.
Shawn: O resto da banda pouco importa, mas Wes é o cara!
O que influenciou vocês no passado?
Joey: Falando de música, crescemos ouvindo "Black Sabbath", então começamos a ouvir "Venon" e "Slayer". Depois passamos a ouvir bandas estilo "Jane´s Addiction". Sempre ouvimos muita coisa. Atualmente, estamos tão envolvidos com o Slipknot que não temos muito tempo para escutar coisas novas, com exceção das bandas que citamos a pouco. Falando de atitude, sempre estivemos de bem conosco, mas vivíamos em um ambiente onde foi preciso desenvolver a nossa própria individualidade.
Shawn: Isso é maravilhoso pois sabemos onde queremos chegar, e é fácil conseguir o que queremos pois somos todos amigos. Começamos a pouco tempo, e o jeito é deixar rolar.
1) Quem são seu super-herói e super vilão favoritos?
Corey Taylor: Todos sabem que o Homem Aranha é meu super-herói favorito. Meu super-vilão favorito? George W. Bush.
2) Qual é seu lanche noturno favorito?
Corey Taylor: Nada fácil. Tarde da noite ninguém quer preparar nada para comer. Eu acho que frango frito.
3) Quem são suas influências não musicais?
Corey Taylor: Bruce Lee, Darth Vader, Snake Plissken, Jesse Custer (the Preacher), bowling, Jack Daniels, William Wallace, James Bond, Jack Kerouac, Raoul Duke, Bungee jumping, Bill Hicks, Lenny Bruce, Marlboros, Conan o Bárbaro e O bebê de Lindberg .
4) Qual você prefere: criar no estúdio ou tocar ao vivo?
Corey Taylor: Ambos têm seus méritos. No estúdio você tem mais liberdade para fazer qualquer coisa que quiser. Ao vivo, você prova quem você é.
5) Qual é seu filme favorito?
Corey Taylor: De longe é o "From Dusk Til Dawn" do Tarantino e Rodriguez, mas tem muitos filmes.
6) Qual é seu livro favorito?
Corey Taylor: Eu tenho alguns. "Please Kill Me" (história do movimento punk), "Tubarão" (o romance, não o filme), "If Chins Could Kill: A história de Bruce Campbell", "Steal This Book", etc.
7) Nome do músico que você gostaria de trabalhar mais ainda não trabalhou?
Corey Taylor: Boa pergunta - Eu não tenho menor idéia, mas é uma boa pergunta...
8) Se você pudesse mudar alguma coisa na industria da música, qual seria?
Corey Taylor: Eu fiz um pedido, veja minha conversa três vezes... e venda sua alma.
9) Qual tem sido sua maior realização profissional?
Corey Taylor: Estar vivo ao longo do tempo.
10) O que tem sido memorável para você?
Corey Taylor: Qualquer momento quando as pessoas estão assistindo minhas performances idiotas.
11) Qual é seu espírito animal?
Corey Taylor: Não faço menor idéia.
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